Presidente da Assembleia Nacional Catalã (ANC), Jordi Sànchez, que está preso a um mês em Madri sob acusação de sedição, será companheiro de chapa de Carles Puigdemont, exilado em Bruxelas. Independentistas creem que pleito será oportunidade de mostrar que movimento está mais vivo que nunca

Chapa Juntos pela Catalunha, para o pleito de 21 de dezembro, terá Puigdemont e Sànchez à frente

O presidente da Assembleia Nacional Catalã (ANC), Jordi Sànchez, será o número 2 da lista encabeçada por Carles Puigdemont às eleições autonômicas da Catalunha no próximo dia 21 de dezembro. Sànchez está em prisão preventiva em Madri, acusado por sedição, e Puigdemont exilado em Bruxelas, na Bélgica, para onde foi após a intervenção do governo espanhol no governo e no parlamento da Catalunha.
Os dois integram a lista batizada “Juntos por Catalunha”, organizada pelo PDCAT, partido de Puigdemont. Também farão parte da lista os secretários cessados Jordi Turull, Josep Rull e Meritxell Borràs, também presos em Madri, e Clara Ponsatí, que acompanha Puigdemont em Bruxelas junto com outros três secretários que optaram pelo exilio.
O presidente da Òmnium Cultural, Jordi Cuixart, também preso em Madri, declinou de concorrer ao pleito justificando que sua missão é continuar à frente da entidade soberanistas.
A presidente do Parlamento da Catalunha, Carme Forcadell, que está em liberdade após pagamento de fiança de 150 mil euros, na semana passada, concorrerá na lista da Esquerda República da Catalunha (ERC). O partido, aliado de Puigdemont no governo, terá como cabeça de lista a deputada Marta Rovira, com o aval do vice-presidente catalão Oriol Junqueras, também preso em Madri.
As candidaturas foram apresentadas a um dia para terminar o prazo de registro para o pleito autonômico, que está sendo considerado pelos independentistas como oportunidade de demosntrar que o movimiento está mais vivo que nunca. No último sábado, cerca de 750 mil pessoas protestaram em Barcelona contra as prisões e em defesa da república.
A cada dia, desde a intervenção de Madri, há protestos em Barcelona e outras ciudades da Catalunha contra as medidas repressivas. Nesta quinta-feira, quando se completa um mês das prisões dos Jordis da ANC e Òmnium, estão previstos atos em frente às prefeituras às 19h30. Ontem, funcionários da Secretaria de Cultura se manifestaram nas Ramblas de Barcelona contra a interveção, seguindo o gesto de companheiros de outras secretárias, como Fazenda e Justiça, que também protestaram.
O pleito de 21 de dezembro foi convocado pelo primeiro ministro espanhol, Mariano Rajoy, no início de novembro após intervir no governo e parlamento catalães como represalia à proclamação da república em 27 de outubro.
Além dos Jordis, estão presos oito integrantes do governo Puigdemont, sendo sete secretários e o vice Junqueras. Puigdemont e os quatro secretários que o acompanham em Bruxelas, aguardam decisão da justiça belga sobre ordem internacional de prisão expedida pela justiça espanhola.