Conselho de Diplomacia Pública da Catalunha sobreviveu à tentativa de liquidação por parte do governo espanhol e volta a atuar

Diplocat esteve com atividades paralisadas durante um ano

Um ano após a tentativa de liquidação por parte do governo espanhol, o Conselho de Diplomacia Pública da Catalunha (Diplocat) retomou as atividades nesta sexta-feira (12). A entidade foi obrigada a parar de funcionar em 13 de abril de 2018, após seis meses do início da intervenção na Catalunha ordenada pelo então primeiro-ministro Mariano Rajoy (PP) como represália ao movimento independentista. Uma campanha para internacionalizar a Diada de Sant Jordi e um seminário sobre o papel da diplomacia pública na era digital são os primeiros eventos promovidos pelo Diplocat.

Sob o comando de Laura Foraster, o Diplocat promoverá a campanha #BooksAndRoses dentro do Programa de Visitantes Internacionais, cujo objetivo é dar a conhecer ao mundo a festa de 23 de abril, dia de São Jorge. Na data, quando as principais ruas das cidades catalãs são tomadas por bancas de flores e de livros, é tradição presentear com estes artigos.

Para a divulgação da festa, foram convidados onze jornalistas da Alemanha, Itália, Grécia, Eslovênia, Grã Bretanha, Estônia e Letônia, que passarão a Diada de Sant Jordi na Catalunha e vivenciarão o ambiente local. Além disso, informação relacionadas à data serão difundidas, em inglês, através da páginawww.booksandroses.com, com apoio da Agência Catalã de Turismo.

Por outro lado, o Diplocat promoverá seminário, marcado para 3 de maio, com a proposta de esclarecer o que é e o que não é diplomacia pública, comparar diferentes modelos no mundo e analisar os casos de boas práticas. A conferência inaugural do evento ficará a cargo de Nicholas Cull, catedrático de Diplomacia Pública e diretor do mestrado na mesma área da Universidade do Sul da Califórnia (USC).

No seminário se apresentará e será feita comparação de práticas na Grã Bretanha, Espanha e União Europeia. No tocante a boas práticas, haverá participação do Futebol Clube Barcelona, Instituto Ramon Llul e FemCAT, entre outras.

REATIVAÇÃO – A reativação do Diplocat foi possível porque do ponto de vista jurídico não se conseguiu liquidar o consórcio formado por 39 entidades, entre elas as principais instituições públicas da Catalunha. O governo espanhol conseguiu demitir os funcionários, fechar a sede e paralisar as atividades durante todo este tempo.