O ex-vice-presidente da Catalunha, O ex-presidente da Catalunha foi eleito junto com o ex-secretário de governo Toni Comín pela lista de Juntos por Catalunha-Livres pela Europa, enquanto o ex-vice-presidente conquistou mandato por ERC

Puigdemont e Junqueras quando ocupavam a presidência e a vice-presidência da Catalunha

O ex-presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, e seu ex-secretário de Saúde, Toni Comín, de Juntos pela Catalunha-Livres pela Europa, exilados na Bélgica, conquistaram cadeiras para o Parlamento Europeu. O ex-vice presidente Oriol Junqueras, de Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) também foi eleito euro-deputado.

A formação política de Puigdemont conseguiu mais de um milhão de votos em todo estado. Na Catalunha obteve 28,57% dos sufrágios, equivalente a 980 mil votos. A lista de Junqueras recebeu 21,18% dos votos, com 730 mil votos, ficando em terceiro lugar, já que o segundo colocado no território foi o Partido Socialista Catalão (PSC), ligado ao Partido Socialista Obrero Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro Pedro Sánchez, com 22,10%. Na Espanha, o vencedor das europeias foi o PSOE, que arrebatou , elegendo 27 euro-deputados.

Com as somas dos votos das siglas independentistas, o movimento chegou a quase 50% dos votos no pleito para as europeias, numa demonstração de que se mantém na dianteira na preferência do eleitorado. Isso num contexto no qual parte dos líderes que realizaram o referendo de autodeterminação e proclamaram a república em 2017 estão exilados ou presos e o movimento enfrenta uma forte repressão por parte do governo espanhol.

Puigdemont comemorou o resultado junto com muitos dos integrantes da sigla, que viajaram para Bruxelas para acompanhar o resultado da apuração. Além de abrir espaço para vozes independentistas no Parlamento Europeu, a eleição coloca o estado espanhol à prova, uma vez que há interpretações de que para assumir o cargo Puigdemont teria que ir assinar a ata eleitoral em Madri. O que o levaria a ser preso. Contudo, seus advogados dizem que há como fazer os trâmites por procuração e que desta vez o caso teria que ser validado pela justiça europeia e não a espanhola.

Semana passada, Oriol Junqueras, que foi eleito deputado congressista na Espanha teve seu mandado suspenso, mesmo ainda estando em julgamento e em prisão preventiva. Também tiveram os mandatos suspensos os deputados Jordi Sànchez, Jordi Tirulle Josep Rull, todos companheiros de partido de Puigdemont.