Protestos contra condenação de dirigentes catalães faz Barcelona viver dia de tensão, com agressões policiais, carros incendiados e barricadas no coração da capital

A Catalunha viveu nesta quarta-feira (16) o terceiro dia consecutivo de protestos contra as sentenças aos nove líderes independentistas condenados a quase cem anos de prisão por sedição e malversação de fundos públicos por conta do processo independentista de outubro de 2017. Barcelona e outras cidades do território enfrentaram protestos arros incendiados e muitos feridos.

 

A maior das manifestações da capital aconteceu na avenida Marina no final da tarde, onde uma multidão lançou papel higiênico ao ar, numa referência a que será preciso limpar muita sujeira no processo de condenação dos dirigentes independentistas.

Houve uma grande concentração diante da Secretaria de Interior para protestar contra a violência dos Mossos de Esquadra, a polícia local, contra os manifestantes desde a última segunda-feira, quando foi anunciada a sentença pelo Tribunal Supremo. No local, houve confrontação, com a polícia que a agrediu as pessoas que estavam na linha de frente e disparou balas rracha, o que é proibido na Catalunha.

Em Tarragona duas pessoas foram atropeladas por forgões dos Mossos de Esquadra e quatro presas ontem foram enviadas a prisão sem fiança.

O primeiro-ministro em funções Pedro Sánchez (PSOE), em campanha à reeleição, fez um pronunciamento oficial no qual informou que criou um gabinete de crise para acompanhar a situação na Catalunha. O socialista disse que o governo está atuando e que não admitirá que a convivência seja prejudicada, instando ao presidente da Generalitat, Quim Torra, a condenar a violência. Torra também fez um pronunciamento em cadeia pedindo calma aos manifestantes.