Barcelona deve protagonizar mais um dia de protestos contra a condenação dos líderes políticos neste sábado, 26., quinze dias depois do anúncio das sentenças que somam quase cem anos de prisão para os políticos e ativistas envolvidos com o processo independentista de 2017 na Catalunha. Sob o lema “Liberdade” está convocada pela Assembleia Nacional Catalã (ANC), Òmnium Cultural, e diversas outras entidades, sindicatos e partidos políticos, uma manifestação massiva na avenida Marina, na capital catalã. À frente da passetaa a ANC levará um cartaz com lema próprio: “Contra a sentença, independência”.

Na manhã do sábado, 814 prefeitos estarão no Palácio da Generalitat, na praça Sant Jaume, para entregar ao presidente da Catalunha, Quim Torra, as moções aprovades em cada uma das cidades em resposta à sentença do Tribunal Supremo (TS) contra os ativistas e polícos catalães. As moções defendem o direito à autodeterminação e propõem a anistia aos condenados, tese defendida pela Associação de Municípios pela Independència (AMI). o ato acontecerá às 11h na Galeria Gótica. Na Catalunha existem 947 municípios.

A semana começou com expectativa na Catalunha, na última segunda-feira (21), quando o primeiro-ministro em funções Pedro Sánchez (PSOE) anunciou que iria a Barcelona. Na breve visita de três horas à capital catalã, o socialista não se dispôs a aceitar reunião proposta por Quim Torra, que reiterdas vezes já lhe pediu para dialogar sem sucesso. Apenas foi à sede do governo espanhol e visitou policiais feridos nos confrontos em protestos nos últimos dias.

Na saída do hospital, Pedro Sánchez, foi vaiado por médicos e enfermeiros, que cobraram, a “liberdade dos presos políticos” . O momento, gravado em vídeo por muitos dos presentes, viralizou na internet. Além disso, a direção do Sant Pau, se recusou a receber Sánchez, enviando apenas um representante da assessoria de comunicação da unidade, porque o primeiro-ministro se negou a visitar os manifestantes feridos nos protestos, três dos quais perderam a visão de um olho, e ainda bloqueou com seu esquema de segurança a entrada e saída de ambulâncias da uniddae por meia hora.

Os jovens são o grande motor das manifestações, que esta semana ocorreram em várias partes do território e que vem sendo registradas desde o anuncio da sentença. A repressão policial tem sido alvo das queixas por conta da prisão de 31 pessoas até agora, entre eles um menor de idade que está em regime de internamento semi-aberto. Somados aos nove políticos e ativistas condenados, já são 47 presos em função da política.

Na última quarta-feira, 23, por exemplo, a direção da Universidade de Barcelona (UB) decidiu suspender as atividades da Faculdade de Direito por conta de incidentes ocorridos pela manhã. Estudantes que dormiram no prédio em movimento grevista denunciaram que os Mossos de Esquadra entraram no local para identificar alunos. A policia local negou a versão e disse que esteve na faculdade para atender a uma denúncia. Alunos da instituição também ocuparam a vice-reitoria e a reitoria e fecharam o acesso de outros prédios. Um grupo fechou um trecho da Gran Via, uma das principais avenidas da cidade, obrigando à Empresa de Transportes Municipais (TMB), a suspender a circulação de diversas linhas de ônibus.

No mesmo dia, centenas de pessoas atenderam à convocatória da ANC e do movimento Pic-Nic pela República para protestar diante do Arquivo de Barcelona, local onde estava marcada uma reunião convocada por Irene Lozano, coordenadora da Espanha Global, com cônsules e ambaixadores. A entidade, financiada pelo governo espanhol, está encarregada de uma campanha para se contrapor ao discurso independentista. Com o protesto, a reunião foi adiada, contudo oficialmente os organizadores informaram que a susepnsão se deu por conta das fortes chuvas que haviam ocorrido nas últimas horas em Barcelona.

SUPORTE – Não só na Catalunha, mas em diversas partes do território espanhol e em outros paise da União Europeia têm sido registradas manifestações em favor dos catalães. O presidente do Parlamento Islandês,  Steingrímur J. Sigfússon, por exemplo, demosntrou publicamente preocupação contra  sentença dos presos catalães à Assembleia do Conselho da Europa à União Interparlamentária. Em uma carta aos presifdentes das duas câmaras, Sigfússon expressa a sua inquietude pelas condenações e em especial pelo caso da ex-presidente do Parlamento,  Carme Forcadell. Por isso, encoraja às duas organizações sobre “a grave situação de malestar  e violència com o resultado da sentença”.

Em Portugal, por exemplo, o Bloco de Esquerda e partido livre declararam apoio público à Catalunha. Na última quinta-feira (24), manifestantes de Hong Kong, fizeram um amanifestação simultânea de apoio à Catalunha, que teve ressonância em todo mundo. Em Barcelona, no mesmo horário, houve manifestação de suporte aos jovens de Hong Kong.

*Conteúdo em atualização