Chile é único país da América Latina com passe livre no espaço europeu. Cidadãos dos Estados Unidos e Rússia também estão proibidos de entrar

Os 27 governos da União Europeia (UE) bateram o martelo sobre a lista de países vetados na reabertura de fronteiras, fechadas em março por conta da pandemia do Covid-19. A decisão final saiu na tarde de hoje (30), após reuniões que começaram na semana passada, a poucas horas de iniciar o procedimento, previsto para esta quarta-feira, 1º de julho. O Brasil é um dos países vetados, assim como Estados Unidos e Rússia.

O único país da América Latina cujos cidadãos tepasse livre no espaço Europeu é o Chile. As fronteiras também serão abertas aos viajantes provenientes da Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coréia do Sul, Tailândia e Tunísia.

No caso da China, apenas serão abertas as portas se gigante asiático faz o mesmo com os cidadãos europeus. No caso da Espanha, será mantida o princípio de reciprocidade com o Marrocos, que também mantém veto a entradas de europeus em seu território. Além disso, a Espanha somente reabrirá as fronteiras no final de semana por conta do atraso na aprovação da lista oficial por parte da UE.

O espaço Schengen ainda não funciona totalmente. Há estados, como os nórdicos que ainda não estão permitindo a circulação de outros cidadãos europeus. A fronteira terrestre entre Portugal e Espanha deve ser aberta neste 1º de julho. A UE almejava que os países do bloco levantassem as restrições dentro do território em 15 de junho, mas muitos deles resolveram manter fronteiras fechadas até esta quarta.

As negociações se estenderam a fim de que todos os países pudessem coordenar as medidas juntos. E de forma a manter a prudência, levando em conta os países considerados “seguros” em relação à pandemia.

A ministra de Relações Exteriores da Espanha, Arancha González Laya, explicou que havia países que queriam uma reabertura mais ampla, enquanto outros defendiam medidas mais restritivas. Segundo ela, tudo com base em critérios epidemiológicos e sanitários. Neste sentido, os critérios são: que a situação de contágios ou novos casos de coronavírus nos países aos quais se abrirão as fronteiras seja similar ou melhor que a da UE. Ou seja, com menos de 20 novos casos de média por cada 100.000 habitantes.