{"id":1084,"date":"2016-08-28T19:33:07","date_gmt":"2016-08-28T19:33:07","guid":{"rendered":"http:\/\/taizabritomundoafora.com.br\/?p=1084"},"modified":"2016-08-28T19:33:07","modified_gmt":"2016-08-28T19:33:07","slug":"ouro-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/?p=1084","title":{"rendered":"Ouro para o Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por\u00a0Cesar Vanucci *<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cSomos o povo mais sensato e inteligente do mundo\u201d.<\/em><br \/>\n(<em><strong>Alberto Torres, jornalista, advogado, pol\u00edtico, pensador socia<\/strong>l<\/em>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/medalha-de-ouro-rio-2016.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-1085 aligncenter\" src=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/medalha-de-ouro-rio-2016.jpg\" alt=\"medalha-de-ouro-rio-2016\" width=\"568\" height=\"379\" srcset=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/medalha-de-ouro-rio-2016.jpg 1024w, https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/medalha-de-ouro-rio-2016-300x200.jpg 300w, https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/medalha-de-ouro-rio-2016-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 568px) 100vw, 568px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cuidemos de celebrar. Muito bem celebrado. Festa genuinamente brasileira, feita de cad\u00eancias, cores e musicalidade enfeiti\u00e7antes, com arrebatantes mensagens de conte\u00fado human\u00edstico, desenrolada em clima de solidariedade social contagiante, nunca dantes percebido em promo\u00e7\u00f5es do g\u00eanero, esmerada na organiza\u00e7\u00e3o e competente na performance t\u00e9cnica, os Jogos Ol\u00edmpicos rec\u00e9m realizados encheram o mundo inteiro de encantamento. Na classifica\u00e7\u00e3o geral das ruas, o Brasil fez jus a ouro. Com louvor.<br \/>\nExtasiadas com o que contemplaram ao vivo e em cores, numa cobertura televisiva impec\u00e1vel, complementada por notici\u00e1rio impresso \u00e1gil e vibrante, vozes numerosas das multid\u00f5es perguntam-se como se fez poss\u00edvel, num pa\u00eds dessa colossal dimens\u00e3o, envolvido em graves quest\u00f5es pol\u00edticas e institucionais, com clamorosos problemas de vulnerabilidade social, a concretiza\u00e7\u00e3o de uma proeza da magnitude destes Jogos Ol\u00edmpicos, bem concebidos no formato e melhor ainda na execu\u00e7\u00e3o?<!--more--><br \/>\nA resposta, ou melhor as respostas a tal indaga\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode(m) ser dada(s) por quem conhe\u00e7a a alma brasileira. Muitos t\u00eam sido ao longo dos anos os equ\u00edvocos cometidos nas tentativas de interpreta\u00e7\u00e3o das coisas, dos h\u00e1bitos e dos sentimentos da gente brasileira. Por despreparo, descuido, desinforma\u00e7\u00e3o, de quando em vez at\u00e9 por excesso de ingenuidade e m\u00e1-f\u00e9, propagam-se vers\u00f5es falsas sobre o nosso jeito de ser.\u00a0<span style=\"font-size: 14.928px; line-height: 1.8;\">Acusam-nos de ser o \u201cpa\u00eds do jeitinho\u201d, de n\u00e3o sabermos votar, por a\u00ed&#8230; N\u00e3o \u00e9 incomum ler-se e ouvir-se \u2013 e n\u00e3o apenas como simpl\u00f3rio registro aned\u00f3tico \u2013 que ao colocar em pr\u00e1tica o projeto da cria\u00e7\u00e3o, a Suprema Divindade entendeu caprichosamente de estabelecer um paradoxo crucial: povoar o territ\u00f3rio mais dadivoso do planeta com o pessoal menos provido de capacidade para administr\u00e1-lo. H\u00e1 quem, l\u00e1 fora e tamb\u00e9m aqui dentro, leve a s\u00e9rio esse tremendo disparate.\u00a0<\/span>Armados de preconceitos, contaminados por incontorn\u00e1vel \u201ccomplexo vira-lata\u201d, surgem com frequ\u00eancia, aos magotes, \u201cespecialistas\u201d em previs\u00f5es agourentas e derrotistas sobre tudo aquilo que signifique esfor\u00e7o criativo, trabalho persistente e engenhoso das for\u00e7as produtivas nacionais na conquista de patamares mais elevados na escalada do desenvolvimento social, cultural e econ\u00f4mico. S\u00e3o caras que conseguem semear alguma confus\u00e3o no esp\u00edrito das criaturas desavisadas. Seus posicionamentos distorcidos colocam-se em frontal desacordo com o ponto de vista de eminentes pensadores.<br \/>\nAlberto Torres, por exemplo, defendia com ardor, acima disso com fervor, que \u201csomos (os brasileiros) o povo mais sensato e inteligente do mundo\u201d. Tese referendada com entusiasmo por soci\u00f3logos e antrop\u00f3logos respeitados, entre outros, Darcy Ribeiro, Gilberto Freire, Roberto DaMata, S\u00e9rgio Buarque. O n\u00e3o brasileiro Stefan Zweig falava coisas semelhantes.<br \/>\nO Brasil \u00e9 um pa\u00eds aberto ao novo e \u00e0s mudan\u00e7as, mesmo em momentos adversos. Aprendeu a confrontar a realidade com sentimento positivo, como reconhece, Dom\u00eanico de Masi, soci\u00f3logo italiano, autor de trabalho (\u201cO futuro chegou\u201d) onde s\u00e3o apontados modelos de vida para a sociedade humana. H\u00e1 poucos anos \u2013 \u00e9 o pr\u00f3prio Dom\u00eanico que conta -, pesquisa levada a efeito pela OCA (Organiza\u00e7\u00e3o de Conhecimentos Associados), de S\u00e3o Paulo, entrevistando meia centena de personalidades de efetiva influ\u00eancia no processo cultural brasileiro, ofereceu dados consistentes reveladores da insofre\u00e1vel voca\u00e7\u00e3o brasileira para empreender transforma\u00e7\u00f5es sociais com respeito \u00e0s diversidades comportamentais. A conclus\u00e3o da pesquisa apontou valores b\u00e1sicos profundamente arraigados na conduta nacional. Eles representam fiel retrato do brasileiro. Tratemos de anotar estes tra\u00e7os caracter\u00edsticos de nossa sociedade: \u201co ritmo, a sensualidade sem complexos, a festividade, a exalta\u00e7\u00e3o das cores e dos sabores, a intercultura, a capacidade de copiar e de inventar.\u201d E mais: \u201co brasileiro \u00e9 informal, trabalha em mangas de camisa e sabe operar em grupo, \u00e9 flu\u00eddo nos seus processos de decis\u00e3o, n\u00e3o tem preconceitos ideol\u00f3gicos, aprende fazendo, tende a conjugar o trabalho com o divertimento, presta servi\u00e7os de modo atento, af\u00e1vel e afetuoso.\u201d<br \/>\nOs conceitos human\u00edsticos proclamados e os valores morais projetados acima concorrem para que se possa responder com adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s perguntas feitas pelos que se assombraram com a capacidade brasileira de promover o evento. Boa parte deles inteirou-se desta verdade: com toda certeza, nenhum outro pa\u00eds do mundo, convivendo com a carga pesada dos problemas circunstanciais que ora nos afligem, saberia responder de forma t\u00e3o satisfat\u00f3ria, em termos rigorosamente pac\u00edficos, sem sobressaltos e sem contund\u00eancias eventualmente produzidos pelas paix\u00f5es e diverg\u00eancias pol\u00edticas, aos desafios da colossal empreitada ol\u00edmpica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>* O jornalista Cesar Vanucci (cantonius1@yahoo.com.br) \u00e9 colaborador do blog Mundo Afora<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Cesar Vanucci * \u201cSomos o povo mais sensato e inteligente do mundo\u201d. 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