{"id":3644,"date":"2019-01-07T08:18:27","date_gmt":"2019-01-07T08:18:27","guid":{"rendered":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/?p=3644"},"modified":"2019-01-07T08:18:27","modified_gmt":"2019-01-07T08:18:27","slug":"viagem-ao-pais-do-elenao-na-primeira-semana-do-ele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/?p=3644","title":{"rendered":"Viagem ao pa\u00eds do elen\u00e3o na primeira semana do \u201cele\u201d"},"content":{"rendered":"<p class=\"x_MsoNormal\"><b>*Por Fl\u00e1vio Carvalho<\/b><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><strong><em>\u201cA vida \u00e9 a imita\u00e7\u00e3o de algo essencial, com o qual a arte nos p\u00f5e em contato\u201d<\/em><\/strong> \u00e7<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">(Antonin Artaud)<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Coincidiu minha chegada em Olinda com a posse do novo Presidente da Rep\u00fablica, na virada do ano. Contradit\u00f3rios sentimentos (o Brasil ser\u00e1 ainda, durante muitos anos, pa\u00eds de complementariedades; dualidade e ambiguidade weberianas) desde o embarque no avi\u00e3o da TAP. Um pa\u00eds dividido em diversas metades, se assim o pudesse definir. Fascinante, principalmente pra quem o sente ao longe, mais de oito mil quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. \u201cFalar \u00e9 f\u00e1cil, Fl\u00e1vio\u201d. \u201cVenha pra c\u00e1\u201d. Eu vim. Por meus pr\u00f3prios motivos. Melhor assim.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Qual a segunda coisa que farias, depois de estar com Mainha? Compartilhar. Que andas fazendo? Escrevivendo&#8230;\u00a0 E onde se aprende isso? Com a vida. Mas tem gente que ajuda&#8230;<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Uma Casa Azul, cheia de livros (um sebo) atravessou a minha frente. Aqui a resist\u00eancia (ant\u00eddoto, Maria) contra o protofascismo passa pela Pr\u00e1xis: ler e escrever; escrever e ler. Oficina Liter\u00e1ria no Sebo Casa Azul? Claro que sim. Compartilhar. Lembra?! No cora\u00e7\u00e3o da cidade que cresceu comigo. A Rua onde passei inesquec\u00edveis momentos da vida, se chama Treze (n\u00famero sugestivo; sorte, principalmente) de Maio, e em determinado momento ela emenda com outra de significativo nome: Amparo. Na casa da esquina, um mural com uma pintura iluminada pelo Farol: \u201cMarielle vive\u201d! Depois da Azul, um museu de teatro (do Mamulengo S\u00f3-Riso), outro de Arte Contempor\u00e2nea, no que foi uma pris\u00e3o de escravos. Pense na tr\u00e1gica redund\u00e2ncia: a anti-liberdade plena \u00e9 ser escravo e ainda estar dentro das grossas grades de ferro de uma pris\u00e3o. Na Rua Treze de Maio. Ai, Isabel! S\u00f3 podia ser em uma cidade que fez de adjetivo, de elogio, o seu pr\u00f3prio nome: Linda.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Olinda \u00e9 uma cidade pra ser lida.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Em Barcelona livros seguiram cruzando minhas viv\u00eancias. Nunca na minha vida, mais que no Brasil, eu havia escutado tanto falar-se de Paulo Freire e de Augusto Boal (e do poeta Jo\u00e3o Cabral). N\u00e3o existiria o Teatro do Oprimido sem a Pedagogia do Oprimido. Nada h\u00e1 (n\u00e3o h\u00e1 nada!) sem poesia. N\u00e3o havia melhor forma que o Teatro (Sindical), na minha juventude, para comunicar-se sobre a nossa resist\u00eancia social. N\u00e3o existiria Teatro em uma cidade patrim\u00f4nio cultural da humanidade se n\u00e3o fosse um grupo com um nome estranho, em castelhano&#8230; Vivencial Diversiones (assim mesmo, em espanhol). De onde veio isso? Arrabal! Um doido espanhol espalhando o Teatro do Absurdo (Antonin Artaud) pela Am\u00e9rica Latina, come\u00e7ando por&#8230; Olinda! Pura divers\u00e3o. Diversiones. Teatro de Resist\u00eancia &#8211; palavra da moda, por aqui.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Aprendendo a n\u00e3o gostar do que n\u00e3o me diverte.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Eis aqui outra Oficina. Compartilhar. Lembra?! Teatro, Literatura, Criatividade&#8230; Pra que mais? Que mais querer?<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Que cidade do mundo pode desfrutar do privil\u00e9gio de um Teatro que j\u00e1 nasce com o nome de Bonsucesso?<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Olinda \u00e9 somente uma das 5.570 cidades que nesse meu texto somente pretende contextualizar o que eu mais encontrei, por aqui, nessa primeira semana desse primeiro ano bolsonariano. Do conflito de esperan\u00e7as (sim, ele pode existir e existe!) nascer\u00e1 um novo pa\u00eds. Se ser\u00e1 o seu ou o meu, n\u00e3o importa. Navegar \u00e9 preciso; viver n\u00e3o \u00e9 preciso.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Quem descobriu o Brasil n\u00e3o foi o portugu\u00eas. Foi um poeta pernambucano chamado Jo\u00e3o Cabral.<\/p>\n<p><b>Fl\u00e1vio Carvalho<\/b><span style=\"display: inline !important; float: none; background-color: transparent; color: #010101; cursor: text; font-family: Georgia,'Times New Roman','Bitstream Charter',Times,serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px;\">, soci\u00f3logo. Autor de Paraula (Palavra, em catal\u00e3o).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Fl\u00e1vio Carvalho \u201cA vida \u00e9 a imita\u00e7\u00e3o de algo essencial, com o qual a arte nos p\u00f5e em contato\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3645,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[791,256],"tags":[46,1617,998,1616],"class_list":["post-3644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america","category-artigo","tag-brasil","tag-ele-nao","tag-flavio-carvalho","tag-olinda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3644"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3644\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3646,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3644\/revisions\/3646"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3645"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}