{"id":4108,"date":"2019-07-09T10:24:51","date_gmt":"2019-07-09T10:24:51","guid":{"rendered":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/?p=4108"},"modified":"2020-10-22T10:31:38","modified_gmt":"2020-10-22T10:31:38","slug":"paraula-de-flavio-carvalho-uma-fascinante-viagem-entre-o-brasil-e-a-catalunha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/?p=4108","title":{"rendered":"&#8220;Paraula&#8221;, de Fl\u00e1vio Carvalho, uma fascinante viagem entre o Brasil e a Catalunha"},"content":{"rendered":"<p><strong>*Por Patr\u00edcia Cassemiro<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Paraula-Fl\u00e1vio-Carvalho.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4110\" src=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Paraula-Fl\u00e1vio-Carvalho.jpg\" alt=\"\" width=\"252\" height=\"241\"><\/a>Paraula, palavra em catal\u00e3o, \u00e9 mais que o t\u00edtulo do novo e primeiro livro do soci\u00f3logo pernambucano, Fl\u00e1vio Carvalho. \u00c9 na verdade, uma ponte entre dois mundos. Ou melhor, um rio entre mundos geogr\u00e1ficos e mundos interiores. Mundos diferentes que muitas vezes somos obrigados por nossa rotina a viver, e quanto distante \u00e9 de como vivemos nosso dia a dia. Talvez uma salva\u00e7\u00e3o ou uma afirma\u00e7\u00e3o que somos nomes, pessoas al\u00e9m dos n\u00fameros que a burocracia a cada dia teima em nos definir.<\/p>\n<p>Com seu olhar e sentir po\u00e9tico um funcion\u00e1rio de um \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico, que mora desde o ano 2005 na Catalunha: v\u00ea, sente e relata poesia, acreditando no personagem que vive em cada um. Usando o pseud\u00f4nimo de Quixote-Macuna\u00edma pega emprestado grandes protagonistas hist\u00f3ricos da literatura de dois mundos para nos contar um pouco de sua trajet\u00f3ria.&nbsp; Por\u00e9m, alerta: a hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 dele e sim do personagem que vive em voc\u00ea! Como diz o poema do espanhol Antonio Machado: o olho n\u00e3o \u00e9 olho porque tu o v\u00eas; \u00e9 olho porque te v\u00ea.<\/p>\n<p><strong>Patr\u00edcia Cassemiro &#8211; <em>Fl\u00e1vio como surgiu Paraula?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio Carvalho<\/strong> &#8211; <em>De v\u00e1rias formas. Como homenagens a pessoas que extrapolaram os limites de serem importantes para mim. Logo, para juntar-me: eu me sentia espalhado em v\u00e1rios textos que publicava ou n\u00e3o, por a\u00ed&#8230; Mas o que s\u00f3 as pessoas mais pr\u00f3ximas sabiam \u00e9 que eu j\u00e1 n\u00e3o sou quem eu era quando escrevi tudo que h\u00e1 nesse livro, onde me exponho profundamente. \u00c9 um livro que culmina um ciclo vital, circular: eu nasci tr\u00eas vezes. Numa maternidade do Recife, num 27 de fevereiro de 1971; no aeroporto de Barcelona, no dia 5 de agosto de 2005; e nos dois ver\u00f5es deste ano \u2013 o primeiro em Olinda, em janeiro passado e agora na passada noite de S\u00e3o Jo\u00e3o, em Barcelona. Este livro renasceu comigo. Deu-me a luz, e n\u00e3o ao contr\u00e1rio. Mas o pai verdadeiro \u00e9 um poeta pernambucano, chamado Jo\u00e3o Cabral \u2013 que n\u00e3o por acaso tem o nome do santo aquele da noite m\u00e1gica (e do meu primeiro filho).<\/em><\/p>\n<p><strong>PC<\/strong> &#8211;<em><strong> Atualmente com tantas obras online, qual a import\u00e2ncia de publicar um livro f\u00edsico?<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>FC<\/strong> &#8211; <em>Cort\u00e1zar, Cabral, David Monteagudo, Raimundo Carreiro, Garc\u00eda M\u00e1rquez, Clarice, Machado, Milena Busquets, Pessoa, Lula C\u00f4rtes. Vou contar um segredo. Escrevo sem Internet. Eu a desligo. Para escrever, conect\u00e1-la me atordoa, me desconcentra e me atrapalha. Todas as inspira\u00e7\u00f5es e cita\u00e7\u00f5es diversas vieram de levantar a bunda do computador e pegar um livro nas estantes (estantes que eu tenho demais). Por\u00e9m, para isso, eu precisava acreditar que elas existiam e que estavam l\u00e1, esperando por mim, para me rever. S\u00f3 as revisitei porque j\u00e1 havia passado por elas. Ou melhor: elas j\u00e1 haviam passado por mim. Todas as melhores pessoas que eu conhe\u00e7o s\u00e3o boas leitoras. E a Internet deve cumprir e reservar-se ao seu papel de detonador: a p\u00f3lvora e a verdadeira explos\u00e3o acontecem menos na pouca vida que h\u00e1 no quadrado dessa tela luminosa do que nas m\u00e3os de quem segura um livro pra ler. Fa\u00e7a uma prova: levante a cara da tela do computador e tente ver algo mais al\u00e9m. Agora pegue um livro, leia e saia dele, girando a cara pra qualquer lado, pra cima ou pra baixo. A vida que se encontra ser\u00e1 ou diferente &#8211; ou melhor.<\/em><\/p>\n<p><strong>PC<\/strong> &#8211; <strong><em>Sente-se que voc\u00ea fala intensamente de sua mudan\u00e7a, do Brasil pra Barcelona. O que voc\u00ea diria a centenas de brasileiros que pensam em mudar de pa\u00eds?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>FC<\/strong> &#8211; <em>Antes de tudo, pergunte-se o que est\u00e1 buscando. Quanto mais perdido a gente se perde da gente mesmo, mais fora e mais longe quer buscar. E mais perto e mais dentro pode estar o que a gente realmente precisa. Eu, por exemplo, s\u00f3 segui o meu cora\u00e7\u00e3o. Foi assim que eu vim parar aqui. Porque se n\u00e3o fosse por isso eu tenho certeza que ainda estaria em Olinda. Em seguida, pode esquecer o que eu acabei de falar. Nenhuma experi\u00eancia pode ser comparativa. A imensa maioria de migrantes que eu j\u00e1 conheci s\u00e3o absolutamente diferentes entre si. Nas suas principais motiva\u00e7\u00f5es e inquietudes principalmente. Cada pessoa j\u00e1 \u00e9 um mundo diferente do outro. E quando a gente muda esses mundos se multiplicam. Ampliar os horizontes \u00e9 sempre algo m\u00e1gico. Por isso eu defendo a migra\u00e7\u00e3o como um direito humano e um bem para toda a humanidade. Se na primeira frase eu parecia estar desestimulando, metamorfose ambulante, eu sempre acabo pensando que deveria haver uma pol\u00edtica p\u00fablica de incentivo a toda pessoa ousada, curiosa, inquieta. Migrar (por quanto tempo? Depende&#8230;) \u00e9 o melhor que lhe pode acontecer.&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><strong>PC<\/strong> &#8211; <em><strong>Mesmo tendo um trabalho que pod\u00edamos definir como burocr\u00e1tico e muitas pessoas trabalharem em setores que talvez n\u00e3o seja a \u00e1rea por que estudaram ou que queriam, como encontrar a pr\u00f3pria miss\u00e3o pessoal em&nbsp; empregos que parecem mec\u00e2nicos ou diferentes do que muitos sonhavam?<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>FC<\/strong> &#8211; <em>Todos que me conhecem sabem e eu sempre digo que odeio burocracia. Por isso, eu nunca trabalhei com ela. Eu sempre trabalhei com gente. Mesmo n\u00e3o negando que ela existe, est\u00e1 a\u00ed, est\u00e1 l\u00e1, cada vez mais poderosa e desumana. Mas n\u00e3o h\u00e1 mal que n\u00e3o venha para o bem. Eu adoro essa frase. E a outra \u00e9 uma que est\u00e1 no livro, no conto chamado Outro ver\u00e3o: no fundo tudo depende mais da gente. E de como a gente se sente. \u00c9 essa coer\u00eancia que nos facilita a vida, em vez de complicar. Por isso, contra a buRRocracia, eu sou Freireano: pedagogia, pedagogia e mais pedagogia.<\/em><\/p>\n<p><strong>PC<\/strong> &#8211; <em><strong>O que voc\u00ea espera que o leitor encontre em seu livro?<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>FC<\/strong> &#8211; <i>Que se encontre consigo mesmo, antes de tudo. Mas eu resumo esse meu primeiro livro, sobretudo, em tr\u00eas aspectos. Sabe aquela agrad\u00e1vel sensa\u00e7\u00e3o que a gente tem quando conhece uma pessoa interessante? Foi o que eu tentei fazer, ao escrev\u00ea-las. Tamb\u00e9m que seja uma leitura leve, agrad\u00e1vel, prazerosa. Sem densidades desnecess\u00e1rias que n\u00e3o sejam as ang\u00fastias de alguns personagens, protagonistas, como Sandro, \u00c1lvaro, Omar&#8230;<\/i> <em>E depois que transite, percorra, viaje entre o Brasil e a Catalunha, sem precisar gastar gasolina de avi\u00e3o e somente viajando na Paraula.<\/em><\/p>\n<p><strong>PC<\/strong> &#8211; <strong>O museu de literatura da l\u00edngua brasileira mostra o Portugu\u00eas como o mesmo bra\u00e7o da l\u00edngua catal\u00e3. Como voc\u00ea percebe a import\u00e2ncia desse idioma e a situa\u00e7\u00e3o da Catalunha na Espanha?<\/strong><\/p>\n<p><em>Escutei um companheiro, David Minoves, dizer assim (e nunca mais esqueci): a Catalunha \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o milen\u00e1ria reivindicando o direito de ser um Estado pr\u00f3prio, soberano e livre. O Brasil \u00e9 o exato contr\u00e1rio: um Estado \u2013 constitu\u00eddo for\u00e7osamente pelos colonizadores \u2013 em busca do seu pr\u00f3prio projeto de na\u00e7\u00e3o. Paraula \u00e9 um livro escrito e at\u00e9 mesmo assim intitulado, em catal\u00e3o, como uma clara op\u00e7\u00e3o de respeito e admira\u00e7\u00e3o por um idioma que foi perseguido e amea\u00e7ado. A maioria dos catal\u00e3es quer exercer a liberdade de n\u00e3o se sentirem mais impedidos de ser quem eles querem (queremos!) ser. Para mim \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo. Provocas um sentimento mais forte quando negas a sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Com esse meu livro, fa\u00e7o uma clara aposta: que as pessoas transitem pelas proximidades que existem entre os tr\u00eas idiomas, portugu\u00eas, castelhano e catal\u00e3o. Dei muita aula de portugu\u00eas pra catal\u00e3o e tento provar, com este livro, que as coincid\u00eancias entre esses idiomas s\u00e3o sempre surpreendentes. Mas eu n\u00e3o acredito em coincid\u00eancias. As coisas acontecem porque elas t\u00eam que acontecer. Poucas pessoas no mundo pararam pra analisar a import\u00e2ncia dos catal\u00e3es no processo de coloniza\u00e7\u00e3o e descoloniza\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/em><\/p>\n<p><strong>PC<\/strong> &#8211;<strong> E no Brasil, em sua opini\u00e3o, como anda atualmente a literatura?<\/strong><\/p>\n<p><strong>FC<\/strong><em> &#8211; A arte e a cultura salvar\u00e3o o Brasil desse novo fascismo institucionalizado. A literatura nos far\u00e1 livres. Os fascistas, se pudessem, queimariam livros. N\u00e3o \u00e9 preciso ser muito inteligente para saber que quanto mais incultos, mais f\u00e1cil de sermos manipulados.<\/em><\/p>\n<p><strong>PC<\/strong> &#8211;<strong> Algum novo escritor brasileiro chama sua aten\u00e7\u00e3o? Por qu\u00ea?&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>FC<\/strong> &#8211; <em>Muitos! Novos e n\u00e3o t\u00e3o novos. Rodrigo Ciriaco \u00e9 muito potente. Tem tamb\u00e9m o imenso movimento de poetas feministas e todas as escritoras reveladas pelos organizadores de festivais liter\u00e1rios europeus: o que se organiza em Berlim, na Livraria, de Edney; o que se organiza na Sorbonne, em portugu\u00eas por Leo Tonus; os encontros de escritoras brasileiras migrantes&#8230; Ali\u00e1s, n\u00e3o paro de ler os brasileiros escritores migrantes como Gustavo Behr, Danielli Cavalcanti, Mara Parrela, Viviane de Santana&#8230; Um mexicano pai de brasileirinhos, aqui em Barcelona, chamado Juan Pablo Villalobos&#8230; Agora mesmo estou louco pra come\u00e7ar a ler Thiago Lee, muito mais que o filho da Maria Dantas (o que j\u00e1 \u00e9 muito, conhecendo a m\u00e3e como eu conhe\u00e7o!).<\/em><\/p>\n<p><strong>PC<\/strong> &#8211; <strong>Onde encontrar seu livro?<\/strong><\/p>\n<p><strong>FC<\/strong> &#8211; <em>Como a impress\u00e3o dos primeiros exemplares n\u00e3o foi suficiente para a demanda surpreendente (e gratificante), estou agora mesmo falando com uma amiga editora sobre o tema de distribui\u00e7\u00e3o e nova impress\u00e3o. Pe\u00e7o que me escrevam, por favor, pro cbrasilcatalunya@gmail.com para ver se j\u00e1 poderei lhes adiantar boas not\u00edcias.<\/em><\/p>\n<p><strong>PC<\/strong> &#8211; <strong>J\u00e1 podemos esperar de ti um novo projeto liter\u00e1rio? Qual?<\/strong><\/p>\n<p><strong>FC<\/strong> &#8211; <em>O t\u00edtulo provis\u00f3rio \u00e9 Guia Sentimental da Catalunha. Por enquanto s\u00f3 posso explicar-lhes esse nome, que j\u00e1 diz tudo. Al\u00e9m de um dos contos do livro Paraula, que est\u00e1 me insistindo pra se tornar romance, j\u00e1 n\u00e3o mais um relato curto. Por enquanto me concentrarei mais nas apresenta\u00e7\u00f5es de Paraula, no Brasil e na Europa, em outras cidades \u2013 al\u00e9m de um novo Sarau, em Barcelona. Sem d\u00favida faremos algo no Festival D\u00eda de Brasil, em setembro. Mas antes tamb\u00e9m, em meados de agosto. Enquanto isso, agora mais que nunca, com os sentimentos \u00e0 flor da pele, voltei a escrever poesia&#8230;<\/em><\/p>\n<p><strong>Contato<\/strong> &#8211; Fl\u00e1vio Carvalho: cbrasilcatalunya@gmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Patr\u00edcia Cassemiro Paraula, palavra em catal\u00e3o, \u00e9 mais que o t\u00edtulo do novo e primeiro livro do soci\u00f3logo pernambucano,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4109,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[791,717],"tags":[1709,46,50,998,1720],"class_list":["post-4108","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america","category-europa","tag-paraula","tag-brasil","tag-catalunha","tag-flavio-carvalho","tag-poesia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4108"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4108\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6577,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4108\/revisions\/6577"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4109"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}