{"id":4115,"date":"2019-07-15T10:35:43","date_gmt":"2019-07-15T10:35:43","guid":{"rendered":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/?p=4115"},"modified":"2019-07-15T10:35:43","modified_gmt":"2019-07-15T10:35:43","slug":"privatizacao-nao-e-panaceia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/?p=4115","title":{"rendered":"Privatiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 panaceia"},"content":{"rendered":"<p><strong>*Por Cesar Vanucci\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cAs empresas s\u00e3o c\u00e9lulas vitais da economia\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>(Assim falava Jos\u00e9 Alencar<\/strong>)<\/p>\n<p>\u00c9 como falava o saudoso Jos\u00e9 Alencar Gomes da Silva, um baita fazedor de progresso. Um cidad\u00e3o provido de aguda percep\u00e7\u00e3o social, intelig\u00eancia privilegiada, not\u00e1vel capacidade empreendedora, que deixou sinais cintilantes na vida empresarial e na atividade p\u00fablica. <strong>A pujan\u00e7a econ\u00f4mica &#8211; componente essencial do processo de evolu\u00e7\u00e3o civilizat\u00f3ria \u2013 repousa no pressuposto basilar de uma cadeia de empresas pr\u00f3speras<\/strong>. N\u00e3o importam sejam elas (empresas) \u2013 c\u00e9lulas din\u00e2micas do labor humano \u2013 de gigantesco, grande, m\u00e9dio, pequeno, ou micro porte. Privadas, estatais, ou de economia mista, nacionais ou estrangeiras. O que conta mesmo \u00e9 que se projetem pr\u00f3speras, eficientes, proporcionem empregos e realiza\u00e7\u00f5es sociais relevantes, assegurem a circula\u00e7\u00e3o da riqueza social, multipliquem benef\u00edcios comunit\u00e1rios \u00e0 mancheia.<\/p>\n<p><strong>F\u00e1cil, bastante compreens\u00edvel deduzir, a partir da\u00ed, que esse papo maroto de que uma empresa, pra ser de verdade competente, care\u00e7a ser privatizada \u00e9 pura balela.<\/strong> Fal\u00e1cia, n\u00e3o com segundas, mas com sextas inten\u00e7\u00f5es. Embroma\u00e7\u00e3o marqueteira. Cortina de fuma\u00e7a lan\u00e7ada com o fito de encobrir censur\u00e1veis maquina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Privatiza\u00e7\u00e3o de empresa n\u00e3o \u00e9, cois\u00edssima alguma, condi\u00e7\u00e3o fatal\u00edstica para que os neg\u00f3cios p\u00fablicos funcionem melhor.<\/strong> Funcionem a contento, se ajeitem nos conformes adequados aos superiores interesses da coletividade. \u00c9 sempre recomend\u00e1vel conservar o desconfi\u00f4metro ligado \u00e0 toda quando ocorra de pintarem no peda\u00e7o vozes tonitruantes apontando a privatiza\u00e7\u00e3o como dogma de f\u00e9 a ser, religiosa e prontamente, adotado dentro de um alinhamento inspirado em concep\u00e7\u00f5es administrativas avan\u00e7adas, universalmente acatadas. Isso n\u00e3o passa de engodo. \u201cConversa mole pra boi dormir\u201d, como era de costume dizer-se em tempo de antanho\u2026<\/p>\n<p><strong>Tais considera\u00e7\u00f5es chegam a prop\u00f3sito desse novo surto de privatiza\u00e7\u00f5es a qualquer pre\u00e7o que assola o pa\u00eds, nesse perturbador instante de not\u00f3ria estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica com perversas consequ\u00eancias sociais.<\/strong> Os aparelhos de percep\u00e7\u00e3o pessoal do cidad\u00e3o comum, at\u00f4nito e, por conseguinte, desmotivado face \u00e0 pororoca avassaladora de equ\u00edvocos praticados, n\u00e3o \u00e9 de hoje na gest\u00e3o das coisas p\u00fablicas, com reflexos pronunciados nas atividades produtivas, s\u00f3 fazem captar desestimulantes falas oficiais de desmobiliza\u00e7\u00f5es, cortes, privatiza\u00e7\u00f5es, o escambau. <strong>Tudo isso concorre deploravelmente para que a economia do pa\u00eds mais pr\u00f3digo do mapa-mundi em potencialidades, em riquezas naturais, esteja operando em vis\u00edvel marcha \u00e0 r\u00e9, desacor\u00e7oando investidores em potencial, expandindo a n\u00edveis insuport\u00e1veis o desemprego, arremessando multid\u00f5es numa informalidade laboral sem perspectivas.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o bom senso e as saud\u00e1veis pr\u00e1ticas de gest\u00e3o que reclamam. Estabelecer discuss\u00e3o priorit\u00e1ria, ampla, geral e irrestrita com a sociedade em torno da indispens\u00e1vel, urgente e inadi\u00e1vel retomada do crescimento econ\u00f4mico precisa ser objeto de cogita\u00e7\u00e3o. E isso antes, bem antes de se abrir qualquer debate a prop\u00f3sito da privatiza\u00e7\u00e3o de ativos p\u00fablicos valiosos, provid\u00eancia que, obviamente, recomenda participa\u00e7\u00e3o ativa, sem restri\u00e7\u00f5es, de todos os segmentos envolvidos na opera\u00e7\u00e3o. <strong>A convoca\u00e7\u00e3o das for\u00e7as vivas nacionais para uma conjuga\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os com o intento de fazer a economia crescer n\u00e3o pode ser indefinidamente procrastinada.<\/strong> Identificar em processos de privatiza\u00e7\u00f5es a torto e a direito sa\u00eddas para as crises que nos rodeiam n\u00e3o deixa de sinalizar desconcertante despreparo gerencial de quem se anime a formular tal tipo de proposta.<\/p>\n<p><strong>O passado \u00e9 pr\u00f3digo em li\u00e7\u00f5es sobre como decis\u00f5es desse g\u00eanero s\u00e3o passiveis de suscitar estragos e encrencas dif\u00edceis, sen\u00e3o imposs\u00edveis, de serem sanadas.<\/strong> Falaremos disso na sequencia.<\/p>\n<p><strong>*\u00a0 O jornalista Cesar Vanucci (cantonius1@yahoo.com.br) \u00e9 colaborador do Blog Mundo Afora<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Cesar Vanucci\u00a0 \u201cAs empresas s\u00e3o c\u00e9lulas vitais da economia\u201d. 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