{"id":420,"date":"2015-08-11T18:23:34","date_gmt":"2015-08-11T18:23:34","guid":{"rendered":"http:\/\/taizabritomundoafora.com.br\/?p=420"},"modified":"2017-08-02T10:16:57","modified_gmt":"2017-08-02T10:16:57","slug":"pescadores-de-homens-a-familia-que-resgata-imigrantes-no-mediterraneo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/?p=420","title":{"rendered":"&#8220;Pescadores de homens&#8221;. A fam\u00edlia que resgata imigrantes no Mediterr\u00e2neo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_421\" aria-describedby=\"caption-attachment-421\" style=\"width: 376px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Pescadores.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-421\" src=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Pescadores.jpg\" alt=\"Pescadores\" width=\"376\" height=\"474\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-421\" class=\"wp-caption-text\">Embarca\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Catrambone faz resgate de imigrantes no Mediterr\u00e2neo<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O t\u00edtulo da reportagem publicada pela vers\u00e3o online do jornal espanhol El Mundo (<a href=\"https:\/\/www.elmundo.es\/cronica\/2015\/08\/09\/55c5c277268e3e58158b4570.html\">leia aqui<\/a>), esta semana, \u00e9 mais que apropriado para referir-se \u00e0 fam\u00edlia Catrambone. A italiana Regina, 39, sua filha Maria Luisa, 19, e o marido, o norte-americano Christopher, 34, se dedicam ao resgate de imigrantes que tentam cruzar o mar Mediterr\u00e2neo em busca de um novo horizonte na Europa. S\u00e3o donos do \u00fanico barco privado que faz este tipo de resgate no mundo.<br \/>\nO trabalho &#8211; com recursos pr\u00f3prios e de forma independente &#8211; \u00e9 realizado atrav\u00e9s da ONG Moas (Esta\u00e7\u00e3o de Ajuda ao Imigrante por Mar), fundada pelo casal, com sede na cidade de Slienma, na Rep\u00fablica de Malta, arquip\u00e9lago no sul europeu. S\u00f3 este ano mais de 2 mil pessoas perderam a vida tentando a perigosa travessia em fr\u00e1geis embarca\u00e7\u00f5es, fugindo geralmente de conflitos armados e da fome em seus pa\u00edses. <!--more--><br \/>\nEm dois anos, o barco comprado pela fam\u00edlia por 5 milh\u00f5es de euros conseguiu resgatar 8.910 imigrantes. A hist\u00f3ria destes milion\u00e1rios, que se dedicam a salvar a vida de homens, mulheres, idosos e crian\u00e7as no mar, come\u00e7ou depois do ver\u00e3o de 2013.<br \/>\nNaquele ano, quando viajavam de f\u00e9rias num cruzeiro de luxo que ia de Lampedusa, ilha italiana do arquip\u00e9lago das Ilhas Pel\u00e1gias no Mar Mediterr\u00e2neo, a Tunes, destino tur\u00edstico no norte da \u00c1frica, uma imagem no mar impactou o casal. Da varanda da embarca\u00e7\u00e3o, viram flutuando no mar a jaqueta de uma pessoa que se afogou tentando chegar \u00e0 It\u00e1lia.<br \/>\n&#8220;Essa imagem nos impactou muit\u00edssimo. Est\u00e1vamos indo para Rabbit Beach, uma das praias mais exclusivas do mundo, em Lampedusa. Contudo, n\u00e3o pudemos mais mergulhar pensando na quantidade de gente que estava morrendo naquelas \u00e1guas. O capit\u00e3o nos disse que 400 imigrantes haviam se afogado e nos angustiamos&#8221;, conta Regina em entrevista a El Mundo.<br \/>\nEla conta que poucos dias depois daquela experi\u00eancia, escutou um discurso do Papa Francisco sobre a &#8220;globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a&#8221;, na qual pedia aos empres\u00e1rios que ajudassem os imigrantes. Naquela ocasi\u00e3o, conta, ela e o marido decidiram fazer alguma coisa a respeito. &#8220;Milhares de pessoas est\u00e3o morrendo diariamente nas portas de nossas casas. Temos a obriga\u00e7\u00e3o \u00e9tica e moral de ajud\u00e1-los&#8221;, enfatiza.<br \/>\nFoi ent\u00e3o que decidiram comprar o barco, um modelo de 40 metros que havia servido para treinamento militar nos Estados Unidos, por 5 milh\u00f5es de euros e criaram a ONG Moas. Reformaram o navio, que foi equipado com botes, coletes salva-vidas, tecnologia sofisticada e dois drones que podem voar seis horas a uma velocidade de 240 km.<br \/>\nO barco salva-imigrantes tem capacidade para 417 pessoas e foi batizado com o nome de Phoenix 1. N\u00e3o foi inaugurado com espumante, mas sim com \u00e1gua benta em uma cerim\u00f4nia religiosa.<br \/>\nChristopher, de Lake Charles, em Luisiana, nos Estados Unidos, fundou junto com Regina, em 2006, a companhia<em> Tangiers Group<\/em>, com sede em Malta, que se estende por 52 pa\u00edses vendendo seguros e assist\u00eancia m\u00e9dica em zonas de conflito. Neg\u00f3cio que rendeu a fortuna que t\u00eam hoje. Os dois se conheceram na regi\u00e3o da Cal\u00e1bria, na It\u00e1lia, para onde havia viajado em busca de conhecer as origens de seu sobrenome.<\/p>\n<figure id=\"attachment_423\" aria-describedby=\"caption-attachment-423\" style=\"width: 213px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Pescadores3.png\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-423\" src=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Pescadores3.png\" alt=\"Pescadores3\" width=\"213\" height=\"416\" srcset=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Pescadores3.png 189w, https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Pescadores3-154x300.png 154w\" sizes=\"(max-width: 213px) 100vw, 213px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-423\" class=\"wp-caption-text\">Cenas de resgates<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria Luisa, filha de Regina, resolveu tirar um ano sab\u00e1tico da universidade para dedicar-se ao trabalho de resgate de imigrantes. &#8220;Sou afortunada por fazer parte de algo t\u00e3o importante. O que mais me custa \u00e9 controlar minhas express\u00f5es quando estou ajudando os m\u00e9dicos a tratar de uma ferida grande. N\u00e3o querem que as pessoas se assustem&#8221;, conta.<br \/>\n&#8220;Desde o ano passado Maria Luisa nos acompanha nos resgates. \u00c9 de grande ajuda porque nas opera\u00e7\u00f5es h\u00e1 muitos jovens e crian\u00e7as, que se conectam bem com ela. E contam mais facilmente sua hist\u00f3rias a ela&#8221;, relata orgulhosa Regina, que fica na sede da ONG atenta aos avisos de naufr\u00e1gio emitidos pelo Centro de Coordena\u00e7\u00e3o de Salvamento Mar\u00edtimo de Roma.<br \/>\n&#8220;Mandamos os drones para visualizar as embarca\u00e7\u00f5es e quando s\u00e3o avistadas, damos in\u00edcio \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de resgate&#8221;, explica Regina, que n\u00e3o mant\u00e9m contato posterior com os resgatados. &#8220;Estamos focados em salvar as pessoas, a quem damos roupa, comida, e depois os encaminhamos \u00e0s ONGs que fazem o trabalho de acompanhamento em terra&#8221;.<br \/>\nEla recorda o primeiro resgate feito com o Phoenix, em agosto do ano passado, quando resgataram 271 imigrantes, contando com a ajuda de uma equipe formada por 23 pessoas. Em apenas dois meses, em 10 opera\u00e7\u00f5es, os Catrambone e sua tripula\u00e7\u00e3o, conseguiram salvar quase 2 mil pessoas. Que foram trasladados a barcos italianos que os levaram at\u00e9 a Sicilia. Neste ano, sa\u00edram ao mar no dia 2 de maio. E at\u00e9 agora j\u00e1 realizaram quatro opera\u00e7\u00f5es, junto com os M\u00e9dicos Sem Fronteiras, ajudando a salvar 7 mil pessoas.<br \/>\n&#8220;O que mais me impressiona \u00e9 a quantidade de crian\u00e7as e beb\u00eas nestas embarca\u00e7\u00f5es, que sobrevivem por milagre a estas travessias, uma vez que enfrentam temperaturas de at\u00e9 50 graus, o que provoca asfixia em muitos deles&#8221;, lamenta Regina.<br \/>\nQue estes anjos continuem no mar e inspirem a muitas outras pessoas!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O t\u00edtulo da reportagem publicada pela vers\u00e3o online do jornal espanhol El Mundo (leia aqui), esta semana, \u00e9 mais que<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[717],"tags":[280,1024,478,80,271,281,1026,1025],"class_list":["post-420","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-europa","tag-catrambone","tag-familia-catrambone-resgata-imigrantes","tag-historias-de-vida","tag-imigrantes","tag-italia","tag-mediterraneo","tag-ong-moas","tag-resgate-imigrantes-mediterraneo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/420","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=420"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/420\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1679,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/420\/revisions\/1679"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}