{"id":4497,"date":"2019-11-10T01:58:44","date_gmt":"2019-11-10T01:58:44","guid":{"rendered":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/?p=4497"},"modified":"2019-11-10T02:00:53","modified_gmt":"2019-11-10T02:00:53","slug":"sera-que-estamos-mesmo-sos-no-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/?p=4497","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que estamos mesmo s\u00f3s no universo?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Cesar Vanucci *<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cUniverso, irm\u00e3o mal conhecido.<\/em><strong><em>\u201d <\/em><\/strong><strong>(Jean Wahl, poeta)<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>A aventura humana \u00e9 tecida de infind\u00e1veis interroga\u00e7\u00f5es. As perguntas espocam em n\u00famero infinitamente superior \u00e0s respostas. Num contexto desses, de propor\u00e7\u00f5es colossais, a ci\u00eancia \u00e9 gota.<strong> Os fen\u00f4menos investigados, na longa espera da decifra\u00e7\u00e3o, s\u00e3o um oceano.<\/strong><\/p>\n<p>Na hora em que telesc\u00f3pios super poderosos em mat\u00e9ria de propriedades tecnol\u00f3gicas apropriadas pelo homem, devassando interrogativamente o espa\u00e7o sideral, d\u00e3o-nos conta da exist\u00eancia, em pontos distantes de outras gal\u00e1xias, de corpos celestes ostentando caracter\u00edsticas assemelhadas \u00e0s deste nosso planeta azul, \u00e9 perfeitamente compreens\u00edvel e natural o reacender da sempre momentosa discuss\u00e3o em torno da exist\u00eancia de vida inteligente nas demais paragens da infinitude c\u00f3smica. <strong>Embora intu\u00edda pela grande maioria das pessoas, a tese da pluralidade de mundos habitados ainda n\u00e3o \u00e9 oficialmente admitida pela ortodoxia cient\u00edfica, sendo raivosamente contestada pelas aguerridas falanges do integrismo religioso.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 bem mais assim. Mesmo que se leve em conta o patrulhamento ostensivo no campo das ideias largamente praticado pelas correntes fundamentalistas radicais.<\/strong> Mas tempos houveram em que as pessoas de mente aberta cuidavam de trancar a sete cadeados suas cren\u00e7as na \u201csacr\u00edlega\u201d hip\u00f3tese linhas acima aventada. Resguardavam-se, com justific\u00e1veis temores, das consequ\u00eancias pr\u00e1ticas de ideias \u201ct\u00e3o extravagantes\u201d virem a cair nos ouvidos de zelosos e temidos guardi\u00e3es dos conhecimentos cient\u00edficos e religiosos dogmaticamente consolidados. A cr\u00f4nica hist\u00f3rica est\u00e1 coalhada de doloridas manifesta\u00e7\u00f5es inquisitoriais das mais diversificadas tend\u00eancias<\/p>\n<p><strong>A ortodoxia cient\u00edfica, mesclada de fanatice religiosa, fixava conceitos inamov\u00edveis. Contest\u00e1-los representava risco a que ningu\u00e9m queria, obviamente, se expor<\/strong>.\u00a0 As proclama\u00e7\u00f5es de um luminar qualquer, revestido de pompa e autoridade, tinham for\u00e7a de inabal\u00e1vel mandamento divino. \u00c1i daquele que ousasse contradizer, por exemplo, a \u201ccerteza\u201d de que, l\u00e1 no inating\u00edvel ponto em que as \u00e1guas do mar (povoadas de terr\u00edveis monstros) e o horizonte se fundem, ficava a borda de um precip\u00edcio aterrorizante! Ou a assertiva de que o sol e os demais corpos celestiais do firmamento giravam em torno da Terra! Ainda agora n\u00e3o h\u00e1 quem, \u201credondamente\u201d equivocado, sustente a tese da \u201cterra plana\u201d?<\/p>\n<p><strong>Retomemos o papo sobre as descobertas, nos confins c\u00f3smicos, de mais de um astro de configura\u00e7\u00e3o similar ao nosso planeta.<\/strong> Muitas especula\u00e7\u00f5es, a partir dessas constata\u00e7\u00f5es, emergem a respeito da possibilidade de se abrigarem, nesses long\u00ednquos ermos, esp\u00e9cies de vida inteligente como as que conhecemos aqui. A inviabilidade de respostas a curto ou a m\u00e9dio prazo,\u00a0 considerados sobretudo os milhares de anos-luz que separam um planeta do outro, gera logicamente um monte de elucubra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Vamos supor que os locais apontados favore\u00e7am o desenvolvimento de civiliza\u00e7\u00f5es com as mesmas peculiaridades oferecidas pela nossa morada terrena. A evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica desenvolvida ali se situaria em est\u00e1gio superior ou est\u00e1gio inferior ao daqui?<\/strong> Adiante. Conservemos sob mira a transforma\u00e7\u00e3o assombrosa que este nosso mundo velho de guerra experimentou nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Suposi\u00e7\u00f5es a respeito do que poderia vir a acontecer, em mat\u00e9ria de mudan\u00e7as, num ciclo evolutivo de mil ou dois mil anos a mais, remetem-nos, naturalmente, a proje\u00e7\u00f5es e perspectivas fant\u00e1sticas. N\u00e3o apenas t\u00e3o fant\u00e1sticas quanto a gente consiga imaginar. Mas muito mais fant\u00e1sticas do que a gente jamais conseguir\u00e1 imaginar.<\/p>\n<p><strong>A ci\u00eancia garante (ser\u00e1 mesmo?) n\u00e3o dispor ainda de elementos para proclamar oficialmente a exist\u00eancia de vida inteligente fora do orbe terr\u00e1queo.<\/strong> Sob esse aspecto, os estrondosos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos espaciais valeram pouco. Continuar\u00edamos, praticamente, a prop\u00f3sito, no mesmo patamar informativo cient\u00edfico dos remotos momentos da censura amea\u00e7adora que impedia a discuss\u00e3o aberta, transparente, do instigante tema. Isso, todavia, n\u00e3o \u00e9 de natureza a impedir que muita gente, j\u00e1 consciente de sua cidadania c\u00f3smica, em diferentes cantos desta imensa p\u00e1tria terrena, paradoxalmente uma ilhotinha perdida num oceano infinito, repleto de situa\u00e7\u00f5es inexplic\u00e1veis, composto de zilh\u00f5es de astros &#8211; entre eles os tais planetas que guardam similitudes com o nosso -, aceite, pacificamente a ideia de que estamos s\u00f3s no universo. <strong>\u201cAceite\u201d a ideia sem franzir o sobrecenho, sorriso maroto pendurado nos l\u00e1bios, em sinal de desbordante d\u00favida.<\/strong><\/p>\n<p><strong>* O jornalista Cesar Vacucci (cantonius1@yahoo.com.br) \u00e9 colaborador do Blog Mundo Afora<\/strong><\/p>\n<p>Artigo de 19\/09\/2019<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cesar Vanucci * \u201cUniverso, irm\u00e3o mal conhecido.\u201d (Jean Wahl, poeta) \u00a0A aventura humana \u00e9 tecida de infind\u00e1veis interroga\u00e7\u00f5es. 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