{"id":553,"date":"2015-10-09T18:41:04","date_gmt":"2015-10-09T18:41:04","guid":{"rendered":"http:\/\/taizabritomundoafora.com.br\/?p=553"},"modified":"2015-10-09T18:41:04","modified_gmt":"2015-10-09T18:41:04","slug":"coalizao-de-artistas-internacionais-ajuda-a-promover-historia-geral-da-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/?p=553","title":{"rendered":"Coaliz\u00e3o de artistas internacionais ajuda a promover Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_554\" aria-describedby=\"caption-attachment-554\" style=\"width: 596px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/ray_lema_3.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-554\" src=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/ray_lema_3.jpg\" alt=\"ray_lema_3\" width=\"596\" height=\"310\" srcset=\"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/ray_lema_3.jpg 688w, https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/ray_lema_3-300x156.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 596px) 100vw, 596px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-554\" class=\"wp-caption-text\">O m\u00fasico congol\u00eas Ray lema \u00e9 o porta-voz da coaliz\u00e3o dos artistas<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com informa\u00e7\u00f5es da UNESCO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 1960, em um momento hist\u00f3rico no qual muitos estados africanos obtiveram sua independ\u00eancia, a UNESCO decidiu iniciar uma aventura sem precedentes e convidar historiadores africanos a escrever a hist\u00f3ria do seu continente, a qual, at\u00e9 ent\u00e3o, era transmitida principalmente por meio da tradi\u00e7\u00e3o oral. O material produzido foi lan\u00e7ado esta semana e formada a\u00a0Coaliz\u00e3o Internacional de Artistas para apoiar a promo\u00e7\u00e3o do trabalho, desconhecido do p\u00fablico em geral: a Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de 350 especialistas esbo\u00e7aram os oito volumes da Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica, com um total de 10 mil p\u00e1ginas que abrangem o equivalente a mais de 3 milh\u00f5es de ano de civiliza\u00e7\u00e3o. Considerando esses n\u00fameros, o projeto \u00e9 inovador em v\u00e1rios aspectos.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica foi planejada por um comit\u00ea cient\u00edfico, com os africanos respondendo por dois ter\u00e7os de sua composi\u00e7\u00e3o, incluindo J. F. Ade Ajayi (Nig\u00e9ria), Amadou Hampat\u00e9 B\u00e2 (Mali), Cheikh Anta Diop (Senegal), Mohamed El Fasi (Marrocos), Josef Ki-Zerbo (Burkina Faso), Gamal Mokhtar (Egito), Djibril Tamsir Niane (Guin\u00e9), Th\u00e9ophile Obenga (Rep\u00fablica do Congo), Bethwell Allan Ogot (Qu\u00eania) e 30 outros especialistas da \u00c1frica, do Caribe, das Am\u00e9ricas e da Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela primeira vez, foi atribu\u00edda uma voz aos africanos, que compartilhavam uma vis\u00e3o continental da hist\u00f3ria. Como escreveu, na introdu\u00e7\u00e3o ao primeiro volume, o historiador queniano e presidente do Comit\u00ea Cient\u00edfico, Bethwell Allan Ogot, esse trabalho representa, portanto, um elemento-chave no reconhecimento do patrim\u00f4nio cultural africano e destaca os fatores que contribuem para a unidade do continente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As tradi\u00e7\u00f5es orais africanas finalmente se tornaram aceitas como uma fonte leg\u00edtima da hist\u00f3ria, aos olhos da comunidade cient\u00edfica internacional. Os trabalhos dos pioneiros africanos foram produtivos. Por exemplo, as pesquisas de Djibril Tamsir Niane sobre o Mali medieval revelaram, j\u00e1 em 1958, que os gri\u00f4s tamb\u00e9m desempenhavam o papel de arquivistas na \u00c1frica Ocidental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, \u201cpara colocar as coisas em perspectiva, um historiador deve comparar suas fontes e referenci\u00e1-las de forma cruzada\u201d, declarou o historiador guineano em uma entrevista concedida ao Correio da UNESCO em 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse mesmo ano, a UNESCO lan\u00e7ou a segunda fase do projeto, a saber, o uso pedag\u00f3gico da Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O ensino da hist\u00f3ria da \u00c1frica &#8211;\u00a0<\/strong>Embora os oito volumes tenham sido publicados totalmente em ingl\u00eas, franc\u00eas e \u00e1rabe, e existam vers\u00f5es condensadas em dez l\u00ednguas, incluindo tr\u00eas l\u00ednguas africanas (sua\u00edli, hau\u00e7\u00e1 e fula), esse \u201cmonumento de aprendizagem em grande parte inacess\u00edvel\u201d, de acordo com d&#8217;Elikia M\u2019Bokolo, ainda precisa avan\u00e7ar mais e ter destaque em livros did\u00e1ticos, na \u00c1frica e em outros lugares. Foi por essa raz\u00e3o que o historiador congol\u00eas aceitou a presid\u00eancia do Comit\u00ea Cient\u00edfico, com a tarefa de promover o uso pedag\u00f3gico da obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o antrop\u00f3logo djibutiense e coordenador do projeto na UNESCO, Ali Moussa Iye, existem tr\u00eas grandes desafios nesta segunda fase. Em primeiro lugar, h\u00e1 o desafio educacional de se tomar como base os oito volumes da Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica para se identificar o conte\u00fado comum para todas as crian\u00e7as africanas que est\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria ou secund\u00e1ria. Existe ainda o desafio pol\u00edtico de se integrar o conte\u00fado comum aos v\u00e1rios sistemas educacionais no continente e, finalmente, o desafio financeiro de se convencer os Estados-membros da Uni\u00e3o Africana a \u201cabrirem a carteira\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAtualmente, a UNESCO est\u00e1 trabalhando no nono volume da Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica\u201d, acrescenta Ali Moussa, \u201ccom a inten\u00e7\u00e3o de atualizar o que j\u00e1 foi publicado e destacar os novos desafios e as di\u00e1sporas da \u00c1frica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tornar a hist\u00f3ria da \u00c1frica acess\u00edvel para a juventude<\/strong> &#8211;\u00a0Em paralelo ao trabalho que est\u00e1 sendo realizado pelos canais institucionais, atualmente, a UNESCO est\u00e1 desenvolvendo uma rede de artistas, da \u00c1frica e de outros lugares, para conscientizar os jovens sobre as mensagens contidas na Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica. Com o seu compromisso como formadores de opini\u00e3o e com o seu trabalho art\u00edstico, esses membros da nova Coaliz\u00e3o tamb\u00e9m ir\u00e3o se empenhar em convencer l\u00edderes pol\u00edticos de que o ensino sobre o patrim\u00f4nio compartilhado dos povos africanos \u00e9 de grande interesse para todo o continente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em 1979, o historiador burquinense Joseph Ki-Zerbo declarou no Correio da UNESCO que: \u201cTodos os males que afligem a \u00c1frica atualmente, assim como todas as possibilidades para o futuro, s\u00e3o o resultado de in\u00fameras for\u00e7as transmitidas ao longo da hist\u00f3ria\u201d. O diretor do primeiro volume da Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica, que foi publicado no ano seguinte, disse ainda que: \u201ca menos que se escolha viver em um estado de inconsci\u00eancia e aliena\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode viver sem mem\u00f3ria, ou com uma mem\u00f3ria que pertence a outra pessoa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ray Lema, o m\u00fasico congol\u00eas ouviu sua mensagem de forma alta e clara. \u201cOs danos da hist\u00f3ria est\u00e3o profundamente enraizados e enfraquecem a \u00c1frica\u201d, declarou em uma entrevista dada \u00e0 UNESCO no lan\u00e7amento da Coaliz\u00e3o, da qual ele \u00e9 o porta-voz. \u201cPara n\u00f3s africanos, \u00e9 fundamental conhecer o nosso passado para curar as feridas que ele nos infligiu e para recuperar a f\u00e9 em n\u00f3s mesmos. \u00c9 essencial superar o paradoxo do continente africano, que \u00e9 t\u00e3o pobre, mas tamb\u00e9m cheio de riquezas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Transmitindo para a juventude os valores expressos na Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica<\/strong> &#8211;\u00a0\u201cH\u00e1 um prov\u00e9rbio africano que diz: \u2018se voc\u00ea n\u00e3o sabe de onde veio, voc\u00ea n\u00e3o pode saber para onde vai\u2019. Bem, a Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica explica de onde n\u00f3s viemos!\u201d, declarou Ray lema, que aplaude a iniciativa da UNESCO de lutar em todas as frentes para tornar o trabalho acess\u00edvel a um grande p\u00fablico. O m\u00fasico congol\u00eas \u00e9 o porta-voz da Coaliz\u00e3o dos Artistas, encarregada de promover este trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Com informa\u00e7\u00f5es da UNESCO Na d\u00e9cada de 1960, em um momento hist\u00f3rico no qual muitos estados africanos obtiveram sua<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[189],"tags":[191,352,351,350,353],"class_list":["post-553","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","tag-africa","tag-artistas","tag-coalizao","tag-historia","tag-unesco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/553","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=553"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/553\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":555,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/553\/revisions\/555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=553"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=553"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/taizabritomundoafora.ne10.uol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}