Cinco histórias de 2015 que renovam a crença no ser humano

Grego
Desespero de Giorgos Chatzifotiadis abalou o mundo inteiro e mobilizou cadeia de solidariedade do Facebook

O ano de 2015 não foi apenas de notícias ruins. Apesar da crise econômica, da pobreza, do racismo e injustiças das quais temos conhecimento, há pessoas e momentos que infundem esperança. Abaixo, cinco histórias, protagonizadas mundo afora, e publicizadas através das redes sociais, que renovam a crença no ser humano.

1. Pensão para um aposentado grego
O choro e o desespero de Giorgos Chatzifotiadis abalou o mundo inteiro. A imagem do aposentado de 77 anos foi capturada por fotógrafos da Agência France Press e se tornou uma das mais icônicas do sofrimento da população grega, que atingiu o fundo do poço em julho, com o fechamento dos bancos e difícil negociação com a União Européia.
Chatzifotiadis literalmente desmoronou na porta de uma agência bancária, após enfrentar longas filas em outros quatro bancos, na tentativa inútil de sacar a pensão de sua esposa. Naquele momento, só estava autorizado a sacar o máximo de 120 euros por semana e não era possível usar caixas eletrônicos, todos bloqueados. “Desmaiei – disse o aposentado na ocasião – porque não suportei testemunhar o sofrimento do meu país. Por isso fiquei tão abatido, mais que por meus problemas pessoais. ”
O drama do aposentado atravessou o planeta através das redes sociais. E chegou ao conhecimento do empresário australiano James Koufos, que decidiu pagar durante um ano pensão para Chatzifotiadis. “Ou sempre que necessário”, disse. De origens helênicas, Koufos reconheceu o pensionista, que havia sido um velho amigo de escola do seu pai. Também pelas redes sociais conseguiu arrecadar 5.000 euros para destinar ao aposentado. “Nunca vou deixar morrer de fome um homem que trabalhou duro para ganhar a vida”, escreveu no Facebook, de acordo com o jornal Daily Mail.

2. Assim fala a mamãe

Bebe voz mae
O vídeo do momento em que o bebê Elias Cook ouve pela primeira vez a voz da mãe se tornou viral

O vídeo do momento em que um bebê, que foi diagnosticado com perda auditiva severa no ouvido esquerda, ouve a voz de sua mãe, emocionou internautas nas redes sociais na última Primavera no Hemisfério Norte. Elias Cook, então com 9 semanas, só podia ouvir 75 decibéis através da orelha direita. Os médicos já haviam tentado encontrar soluções para o problema em quatro ocasiões, mas falharam. Em março, os pais da criança, nascida em janeiro, testemunharam a reação do pequeno ao ouvir a voz da mãe. Foi graças a um implante auditivo externo realizado no Hospital de Minnesota que Elias começou a ouvir.

3. Doutora ao 102 anos, apesar do nazismo

Medica alema
Ingeborg Syllm-Rapoport recebeu este ano título negado pelos nazistas

Ingeborg Syllm-Rapoport, pediatra alemã de 102 anos, recebeu o título de doutora da Universidade de Hamburgo, em cerimônia solene realizada em 9 de junho. A médica apresentou-se em maio para o exame, que foi suspenso por ordem dos nazistas pelo fato de ser judia. A médica havia escrito sua tese de doutorado entre 1937 e 1938, mas foi proibida de fazer a defesa oral necessária para receber o título.
Syllm-Rapoport se exilou nos EUA, de onde regressou em 1952 para se estabelecer no território da antiga República Democrática Alemã (RDA), onde assumiu cátedra no hospital universitário La Charité, em Berlim.

4. O absurdo do racismo

Klu Klux Kan
Uma foto poderosa, capturada pelo usuário do Twitter Rob Godfrey, em julho, mostra o agente de polícia, negro, Leroy Smith ajudando um integrante do Ku Klux Klan, não identificado, a proteger-se do sol quente do verão na Carolina do Sul (EUA ). O homem, com uma camisa do Movimento Nacional Socialista, estava participando de uma manifestação contra a decisão de remover a bandeira confederada do Estados Unidos do capitólio da Columbia, capital daquele estado.

5. Casamento com banquete para 4 mil refugiados sírios

Casamento
Uzumcu Oglu Ali e sua esposa se casaram na província turca de Kilis,na fronteira com a Síria, que atualmente é o lar de milhares de refugiados. Eles decidiram convidar 4.000 exilados sírios para o banquete após a cerimônia.
Hatice Avci, porta-voz da organização humanitária Kimse Yok Mu, destacou no Twitter a generosidade do gesto dos jovens que usaram suas poupanças para compartilhar sua união com os refugiados. O pai do noivo, Ali Anant, disse que a família só queria compartilhar um pouco de felicidade entre os menos afortunados.

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