quarta-feira, março 25, 2026
Europa

Chico Amaral apresenta “Scroll infinito” em mostra em Barcelona

Artista visual brasileiro radicado na capital catalã participa da exposição “O assalto da ilusão”, no centro de artes Santa Mònica

Scroll infinito”, do brasileiro Chico Amaral, é uma das 22 obras presentes na exposição “O assalto da ilusão”, no centro de artes Santa Mònica, em Barcelona. Inaugurada na quarta-feira (18), guia o público em um percurso cenográfico dinâmico, com espelhos, véus e paredes móveis nas quais são exibidas diversas contribuições dos artistas.

Chico Amaral expõe “Scroll infinito” no centro de artes Santa Mònica, em Barcelona

A mostra começa no térreo e segue pelos dois seguintes andares do antigo prédio que abrigou um convento no século 18. Se chega à sala onde estão os 12 pequenos dioramas de Amaral, após cruzar um corredor escuro, no qual os retratos/quadros expostos estão superpostos por véus. As imagens, aparentemente estáticas, ganham movimento por um mecanisco oculto em outro andar, que é ativado pelo próprio público.

Scroll Infinito
“Scroll infinito” chama atenção do público pela possibilidade de interação

Assim, de repente, quem está observando os pequenos quadros é supreendido por um olho abrindo e fechando, nuvens movendo-se de um lado para o outro, luzes, movimento. Na inauguração da exposição, bastante concorrida, Amaral interagia com o público no espaço onde estão as manivelas que ativam os movimentos dos quadros de “Scroll infinito”. Os mecanismos fazem que a obra dependa da participação do público na ativação dos mesmos, que pode ou não ocorrer, introduzindo o acaso na interação.

ARTISTAS – O itinerário de toda a exposição divide-se em quatro partes, cada uma orientada a iludir, revelar e questionar as técnicas que constroem ficções. Além de Amaral, participam de “O assalto da ilusão” os artistas A.A.Murakami, Alain Josseau, Aneta Grzeszykowska, Anish Kapoor, Antonio Gagliano e Verónica Lahitte, Berndnaut Smilde, Fabian Knecht, Ilê Sartuzi, Juan Antonio Cerezuela, Julia Santa Olalla, Klaus Frahm, Leandro Erlich, Lucrecia Dalt, MANS O e Joan Sandoval, Manuel Calderón, Miquel Màrtir, Núria Güell, Victor Enrich e Xesca Salvà.

Segundo o curador Enric Puig Punyet, a exposição “apresenta uma leitura da arte como ferramenta para produzir ilusões e enganos e explora como, ao longo de sua história, ela configurou progressivamente tanto o nosso desejo quanto aquilo que entendemos como ‘realidade‘”. Para isso, aborda conceitos como a pós-verdade, as dinâmicas de poder e os mecanismos que se escondem por trás da criação hegemônica de ficções e ilusões.

O curador acrescenta: “Em um presente atravessado por deep fakes, pela circulação massiva de imagens, pela inteligência artificial e pela sofisticação dos mecanismos de manipulação visual, ‘O assalto da ilusão’ levanta uma questão urgente: que papel a arte pode desempenhar na hora de nos ajudar a desmascarar esses enganos?

Se estás em Barcelona, podes buscar a resposta ao questionamento visitando a mostra, que permanecerá no Santa Mònica até 27 de setembro. O centro de artes está situado nas Rambles, 7.

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