Imagens captadas por drone em voo sobre vulcão na Islândia viralizam

Imagens captadas pelo fotógrafo Bjorn Stein-grade com um drone do vulcão Fagradalsfjall estão causando impacto no Twitter

A erupção do vulcão Fagradalsfjall, na Islândia, que entrou em atividade na última sexta-feira após 800 anos, está atraindo muitos espectadores. Gente que está indo ao local, a 40 km da capital Reykjavik, registrar o evento histórico. As imagens de maior êxito foram captadas pelo fotógrafo Bjorn Stein-grade, cujo vídeo gravado com um drone FPV viralizou nas redes sociais. Não podia ser diferente, a sequência registrada é impactante.

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Com o drone FPV, o piloto piloto pôde ver em tempo real as imagens capturadas pela câmera através de óculos especiais. No Twitter, milhares de usuários pelo mundo estão reproduzindo o vídeo e comentando o trabalho do fotógrafo da empresa islandesa Off to Iceland, especializada em registrar imagens da natureza com esses aparelhos. O sobrevoo foi realizado caminho de um dos dois riachos de material incandescente que fluem do vulcão. Que podem ser avistados inclusive de Reykjavík, mas não com a precisão das imagens de Bjorn Steinbekk.

A erupção relativamente pequena e moderada iniciada na noite de sexta-feira deixa hipnotizado quem chega ao local, cujo acesso se dá após uma caminhada de seis quilômetros de uma estrada vizinha ao porto pesqueiro de Grindavik, a cidade mais próxima (3.500 habitantes), perto das famosas termas da “Lagoa Azul”.

É absolutamente espectacular”, relata Úlvar Kári Jóhannsson, engenheiro de 21 anos que esteve na área no domingo. “O cheiro é muito ruim, mas o que mais me surpreendeu foi o tom do laranja: muito mais profundo do que você imagina”, disse em entrevista à AFP. A lava jorra de uma cúpula formando um pequeno vale e se acumula na bacia, transformando-se gradualmente em basalto preto à medida que esfria. Geofísicos estimam que o vulcão já expeliu 300.000 metros cúbicos de lava.

Quando ocorreu a erupção, o acesso ao local foi proibido, depois foi desestimulado e desde sábado à tarde estão sendo toleradas visitas. “Nós apenas nos certificamos de que as pessoas não cheguem muito perto da lava e se necessário pedimos que voltem, verificamos se está tudo bem”, explica o policial Atli Gunnarsson. As equipes de resgate estão bem atentas a um pequeno bipe incessante que vem de aparelhos que detectam a presença de gás, principalmente o temido dióxido de enxofre, mas o vento forte limita o risco.

Na Península de Reykjanes, onde ocorreu a erupção, nenhuma lava fluiu por mais de 800 anos. Erupções na Islândia são frequentes (uma a cada cinco anos em média), mas geralmente ocorrem longe das cidades e às vezes em áreas muito inacessíveis. E outros são perigosos demais para permitir o acesso.

Erupção do vulcão Fagradalsfjall, na Islândia, está atraindo visitantes

No domingo, a avalanche de visitantes já havia aberto um caminho através do musgo vulcânico até o vale Geldingadalur. Outros preferiram pagar por um dos muitos voos de helicóptero que sobrevoam a área.

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