Patrícia Cassemiro nos leva à Tailândia, onde uma rica arquitetura e a simpatia das pessoas são os cartões de visita. Adentre no Viaje Mundo Afora e confira as dicas para aproveitar do destino

Templos budistas são atrações imperdíveis no roteiro pela Tailândia

Patrícia Cassemiro

Tailândia, um país colorido, alegre e de pessoas simpáticas, reúne o exótico da população asiática com o capitalismo ocidental. A sua capital, Bangkok, com 560 quilômetros quadrados, abriga mais de sete milhões de habitantes. Mas essa grande metrópole com arranhacéus, seus mais de dois milhões de veículos e uma grande contaminação sonora e atmosférica, guarda grandes tesouros e uma rica arquitetura da antiga cultura tailandesa.
Seus habiysnyrd a chamam Krung Thep, a cidade dos anjos, assim bem definindo essa cidade que parece caótica com suas passagens elevadas entre shoppings, metrôs e grandes edifícios. Aqui ninguém fica indiferente ao estilo de vida, isso é quase impossível. Geralmente os turistas voltam amando ou odiando a cidade.
O melhor período para conhecer o país é entre os meses de novembro e fevereiro, quando as temperaturas são mais suaves. Ë comum enfrentar dias chuvosos, mas como é típico das tempestades tropicais, rapidamente o tempo abre um cenário ensolarado.
Com relação ao cambio de moedas, há muita facilidade. Contudo, vale apena fazer uma pesquisa antes para tentar conseguir melhor preço. Os cartões de crédito são aceitos em quase todos comércios, é melhor evitar o uso tendo em vista que há registro de muitas reclamações de falsificações por parte dos turistas.
Como no português, para agradecer também varia o gênero de quem fala. Neste caso, acrescido do gesto de juntar as palmas da mão e fazer um leve curvatura à frente.
Para quem está interesado em compras, há diversidade de mercados populares onde se pode adquirir variado artesanato, roupas de algodão e artigos de mesa e banho entre outros.
Recomendo um mínimo de quatro dias para que vai a Bangkok, onde os monumentos são espetaculares, cujo acesso pode ser feito através de excursões, de metrô ou caminhando.

Patrícia Cassemiro na viegem que fez à Tailândia

Os imperdíveis são o Palácio Real e o Templo Phira Kaew, com jardins e e edifícios belíssimos. Neste último se pode comprar incensos e dedicar ao famoso Buda Esmeralda, que atrai muitos devotos. A imagen deste Buda é pequena em comparação ao de otros templos, mas é considerado um dos mais representativos de Tailândia e de grande valor religioso.

Templo de Chinatown que guarda a imagem de 5,5 toneladas de ouro do famoso Buda deitado,

Wat Traimit, outro Templo de Chinatown que guarda a imagem de 5,5 toneladas de ouro do famoso Buda deitado, impressiona. Os jardins são ladeados de Budas com crianças e há muitos budistas meditando. Aqui a arquitetura e todo esplendor de Tailândia contrastam com o centro de Bangkok
Quem vai à cidade tem a opção dos passeios pelo rio Chaophraya, que flui do norte ao sul e desemboca no Golfo da Tailândia, funcionando como artéria vital da cidade, apesar de muito contaminado. O rio serve para o transporte e locomoção na cidade, bem como para apreciar paisagens únicas de templos nas suas margens.
Neste caso é preciso estar atento, pois muitos dos condutores das barcas táxis não são muito honestos. Para os que não desejam se arriscar, é possível apreciar a mesma paisagem nos ônibus que fazem o circuito pela margen do rio a preços módicos.

Visita aos mercados flutuantes é uma das melhores pedidas do roteiro

Vale apena as excursões nos mercados flutuantes, onde se achega através de pequenas embarções. Nestes locais se pode comprar roupas e artesanatos por um bom preço e encontrar peças realmente diferentes. É uma dos mais emblemáticos cartões postais da cidade, onde a maioria dos turistas registra a famosa foto de recordação da Tailândia. O cenário é composto por senhoras e senhores com chapeús de palha vendendo frutas e variada mercadoria.
Há opção de rotas pelos templos que onde é possível contato próximo com animais, entre eles elefantes. Mas sinceramente não recomendo, pois os animais parecem mais dopados e menos selvagens que seus donos que os expõe por dinheiro.
Uma pedida é ir até o centro ou nos shoppings e alugar um tuk tuk – transporte de três rodas bastante copiado em varias cidade do mundo, mas que são originárias desse país. Vale destacar que é melhor acertar o preço antes e informar-se bem antes de contratá-los para aproveitar essa tradição sem o risco de ser enganados.
No caso do transporte um alerta! Infelizmente há taxistas que levam os turistas a lugares ermos ou em pontos de taxis flutuantes, onde não há opção de ônibus para aplicar golpes. Eu e meu marido passamos por uma experiencia destas. Na caminhada de volta, encontramos dois casais de alemães e holanddes haviam passado pela mesma experiência.
Antes de deixar Bangkok, vale conhecer a vida noturna, começando pelos bares no alto dos edificios. Tomar um drink ou jantar é uma experiência deliciosa. Também vale apena adentrar centrão onde existe uma feira e nas imediações há casas de prostituição e bares.
Entrar num destes locais e parar para uma cerveja é uma experiencia interessate, pois se tem ideia de como o mundo da prostituição é grande negócio na Tailândia. Nos variados shows apresentados nestas casas, fica difícil identificar se as pessoas que se apresentam são homens ou mulheres, já que o país é primeiro em fazer cirurgia transsexual no mundo.
Neste cenário tudo parece conviver familiarmente: casas de streapers, supemercados e o vai e vem de casais com filhos… E no relógio ainda nem são dez da noite. Realmente um dos locais mais emblemáticos de Bangkok.

Resorts são opção para quem quer descansar e provar as delícias da culinária local

Outro atrativo imperdível são os resorts. Dependendo da época do ano, é possível viajar fácilmente de um lado a outro do país. Uma das cidades litorâneas mais conhecidas é Phuket, que está repleta de resorts e tem preços muito atrativos. Sol, cerveja, drinks e uma comida exótica que vale apena ser provada.
Aqui vale gastar um dinheiro a mais e optar por um resort de cinco estrelas. A diferença no serviço vai compensar pelos dias de descanso e garanto fará revigorar as energias antes de voltar para casa.
É comum a comida picante e no café da manhã e, como em toda Ásia, encontrar macarrões (nodles) nos pratos servidos. O arroz com aromas de aniz estrelado é um dos pratos que adicionei à minha cozinha. Para quem é oriundo de países tropicais as frutas não nos parecem exóticas. Podemos encontrarar facilmente pitomba e jaca, logicamente com outros nomes.

Em relação à comida, cuidado para não exagerar! É recomendável levar na bagagem antibióticos para bactérias e remédios para diarréia e dor de estômago. Contudo, não se assuste, vale apena provar as iguarias.
Um detalhe interesante: A famosa massagem tailandesa é bem forte. Normalmente é feita nas articulações, com o peso das massagistas. Para muitos é maravilhosa, mas para mim pessoalmente achei que além de demorar muito, não me senti muito relaxada depois. Mas se estás na Tailândia tem que probar! Melhor que não seja no penúltimo ou último dia, pois se gostar dará tempo de repetir! E caso contrário, terá tempo de relaxar nas águas do Índico.
E sobre os tsunamis, a única recordação está nas placas informativas. A dor e sofrimento pelo episódio estão guardadas nas gavetas do esquecimento diante da simpatia e da vontade de ser felizes dos moradores. Assim, ao ir à Tailândia aproveitem esse país de cultura, compras, culinária e diversão!