Os 27 estados-membros ainda não chegaram a um consenso a que terceiros países abrir as fronteiras, mas há grande risco do Brasil, EUA e Rússia ficarem de fora por conta do descontrole da pandemia da Covid-19

A grande integrrogação aos 27 estados-membros da União Europeia (UE) é a que países de fora da comunidade abrir fronteiras a partir do próximo dia 1º de julho, quando se abrem as fronteiras entre os comunitários. Reunião para decidir a lista de terceiros países com permissão para entrar na UE terminou sem consenso nesta quarta-feira (24), contudo há grande probabilidade que Brasil, Estados Unidos e Rússia fiquem de fora.

Os estados-membros prometeram fixar critérios “epidemiológicos claros” que permitan definir a lista em função de questões sanitárias e científicas e não como consequência de decisões políticas. De modo que a fronteira comece a ser aberta a países onde o alcance da pandemia se encontre “nos níveis da UE”, segundo informações de fontes europeias a agência de notícias Europa Press. Isso deixaria provavelmente de fora Brasil, EUA e Rússia, em função dos altos números de casos e óbitos registrados até agora.

As conversas devem continuar nesta quinta-feira (25), desta vez entre o grupo técnico de resposta à crise do coronavírus, para na sexta-feira ser retomada pelos embaixadores de cada país.

As portas podem ser abertas a países dos Balcães ocidentais – como solicitado por Bruxelas – ou outros que, como Marrocos, oferecem dados tranquilizadores, mas não têm pressa de retomar o trânsito com a UE.

O objetivo é establecer uma lista curta de países para reativar o trânsito extracomunitário na próxima quarta-feira, ressaltando que não se trata de uma lista fechada. Senão de uma relação de países que será revisada periodicamente para alinhá-la a cada momento com a situação sanitária.

O período de revisão é um dos asuntos que ainda está em negociação, é a contudo “a opção mais favorável por hora” é que fixa em duas semanas o prazo para reavaliar a situação. Além disso, deve ser acordado qual o procedimento de avaliação e validação das mudanças na lista, porque os países-membros têm claro que “não será um processo automático”.

O Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Enfermidades (ECDC) deve ter um papel fundamental na hora de proporcionar os dados epidemiológicos que serão levados em conta pelos países-membros.