Nome de Quim Torra, deputado de Juntos por Catalunha, foi anunciado pelo presidente cessado Carles Puigdemont através de vídeo divulgado pelas redes sociais. Investidura deve acontecer no próximo dia 16 de maio

Quim Torra deve se submeter à sessão de investidura na próxima semana

A Catalunha deverá ter novo presidente no próximo dia 16 de maio, depois de quase seis meses das eleições de 21 de dezembro e a doze dias de expirar o prazo para que o Parlamento seja dissolvido automaticamente e convocado outro pleito. O indicado é o deputado Quim Torra, escolhido pelo presidente cessado Carlos Puigdemont, que fez o anúncio do nome em vídeo divulgado nas redes sociais.

Imagem de Amostra do You Tube Torra é o quarto nome proposto por Juntos por Catalunha, que teve os três outros candidatos impedidos de serem investidos pela justiça espanhola. Puigdemont, que foi o número um da lista do grupo político, e mantém entre os partidos independentistas a chancela de presidente legítimo, tentou ser investido do exílio por sessão por videoconferência, mas foi barrado pelo Tribunal Constitucional.

Jordi Sànchez, número dois da lista, preso em Madri, foi indicado mas não conseguiu autorização da justiça para participar da sessão de investidura. Jordi Turull, terceiro indicado, foi preso depois de participar da primeira volta de votação no parlamento. Todos três são acusados de rebelião e malversação de fundos públicos por conta da frustrada proclamação da república em outubro de 2017.

Na mensagem divulgada nas redes sociais, Puigdemont assegurou que confia que Torra possa superar o “bloqueio” dos outros candidatos de Juntos por Catalunha. “O nosso grupo propõe o companheiro e deputado Quim Torra para a presidência da Generalitat para que possa assumir  responsabilidade nos próximos dias e para que forme governo de maneira imediata. Agradeço o esforço e sacrifício de assumir o cargo em circustâncias que são extremas para Catalunha”, disse Puigdemont.

O presidente cessado remarcou o momento excepcional com a intervenção na Catalunha pelo governo espanhol e fixou como “dever” do futuro governo eliminar os “efeitos nocivos”. “A existência de presos políticos e de exilados, assim como a ameaça permanente de intervenção através do artigo 155 e interferindo na vida diária da Generalitat, faz com que não possamos falar de uma etapa definitiva”, ressaltou.


Em sua conta no Twitter, Quim Torra agradeceu a confiança recebida e disse que “aceita com esponsabilidade e vontade de serviço ao país o encargo do president legítimo da Catalunha Carles Puigdemont e dos seus demais companehiros. Torra foi membro destacado de associações como Soberania e Justiça, Assembleia Nacional catalã (ANC) e Òmnium Cultural. Editor e especialista em temas históricos é deputado de Juntos por Catalunha, grupo político de Puigdemont que ficou à frente nas eleições entre os partidos independentistas, garantindo o direito à indicação do candidato a investidura. Os soberanistas têm a maioria no parlamento.

RITO – O presidente do Parlamento da Catalunha, Roger Torrent, abrirá nesta sexta-feira (11) a rodada de consultas aos líderes dos partidos para propor Quim Torra como candidato à investidura. A expectativa é de que haja uma primeira votação na segunda-feira (14), quando o candidato necessita de maioria absoluta. Na falta dos votos do partido antissistema CUP, já esperado de Quim Torra seja eleito numa segunda rodada de votação, na quarta-feira (16), quando é preciso apenas maioria simples e contaria com 66 votos de Juntos por Cartalunha e Esquerda Repúblicana.